No mês de agosto pudemos refletir sobre duas atividades que por mais distintas que pareçam ser, tinham muito em comum.
Começamos assistindo trechos do Filme Sociedade dos Poetas Mortos de 1990 e discutindo os métodos não ortodoxos do novo professor de literatura, John Keating, que acaba por influenciar alguns alunos que não estavam acostumados com outros meios de ensino senão o “padrão”.
John acaba quebrando paradigmas com atitudes simples como: sair do ambiente de sala de aula, ou então subir na mesa para enxergar o espaço fisico de um outro panorama, tudo isso regado a muito melodrama e poesia, como se tentasse desenterrar as emoçoes daqueles alunos acostumados com o frio mecanicismo escolar daquela época (1959).
E depois fizemos a atividade O incenseiro, atividade da qual pude vivenciar de perto. Consistia em uma roda formada por algumas pessoas e algum dos participantes deveria se dirigir ao centro para simular, estimulado pela música (ou não), a fumaça que emana de um incenseiro.
Posso dizer com propriedade que eu nunca imaginei fazer algo desse tipo dentro de uma sala de aula. Durante alguns segundos, voce se torna o centro daquele espaço e, pelo menos pra mim, foi uma confusão de sentimetos, rs. Uma mistura de vergonha, com ímpeto, interação, você ouve a música mas de uma maneira mais sensorial e se movimenta como o corpo manda, como o corpo lembra ser uma fumaça. Você se torna naqueles segundos uma grande fumaça de sentidos.
O ato de utilizar o espaço da sala de aula para atividade mais subjetivas, como foi o nosso caso, e como é mostrado no filme, nos faz lembrar de que aquilo é nosso! Aquele lugar deveria e deve ser de livre experimentação, de errar, de questionar, de dançar, enfim… Acredito que se as escolas fizessem os seus alunos perceberam que aquele espaço é neutro e aberto a subjetividade, os alunos dariam mais valor as salas de aula e ao espaço fisico da escola, e não ficariam tão mecanicos dentro da sala, e posteriormente nao ficariam mecanicos em suas vidas…
Eu tenho que aumentar a assiduidade de posts nesse blog. As vezes é dificil começar a escrever, mas eu esqueço como fica facil depois da primeira frase!
Abraços
Lucas Gentilini
