dubito, ergo cogito, ergo sum
Reflexões de Agosto/2012

No mês de agosto pudemos refletir sobre duas atividades que por mais distintas que pareçam ser, tinham muito em comum.

Começamos assistindo trechos do Filme Sociedade dos Poetas Mortos de 1990 e discutindo os métodos não ortodoxos do novo professor de literatura, John Keating, que acaba por influenciar alguns alunos que não estavam acostumados com outros meios de ensino senão o “padrão”.

John acaba quebrando paradigmas com atitudes simples como: sair do ambiente de sala de aula, ou então subir na mesa para enxergar o espaço fisico de um outro panorama, tudo isso regado a muito melodrama e poesia, como se tentasse desenterrar as emoçoes daqueles alunos acostumados com o frio mecanicismo escolar daquela época (1959).

E depois fizemos a atividade O incenseiro, atividade da qual pude vivenciar de perto. Consistia em uma roda formada por algumas pessoas e algum dos participantes deveria se dirigir ao centro para simular, estimulado pela música (ou não), a fumaça que emana de um incenseiro.

Posso dizer com propriedade que eu nunca imaginei fazer algo desse tipo dentro de uma sala de aula. Durante alguns segundos, voce se torna o centro daquele espaço e, pelo menos pra mim, foi uma confusão de sentimetos, rs. Uma mistura de vergonha, com ímpeto, interação, você ouve a música mas de uma maneira mais sensorial e se movimenta como o corpo manda, como o corpo lembra ser uma fumaça. Você se torna naqueles segundos uma grande fumaça de sentidos.

O ato de utilizar o espaço da sala de aula para atividade mais subjetivas, como foi o nosso caso, e como é mostrado no filme, nos faz lembrar de que aquilo é nosso! Aquele lugar deveria e deve ser de livre experimentação, de errar, de questionar, de dançar, enfim… Acredito que se as escolas fizessem os seus alunos perceberam que aquele espaço é neutro e aberto a subjetividade, os alunos dariam mais valor as salas de aula e ao espaço fisico da escola, e não ficariam tão mecanicos dentro da sala, e posteriormente nao ficariam mecanicos em suas vidas…

Eu tenho que aumentar a assiduidade de posts nesse blog. As vezes é dificil começar a escrever, mas eu esqueço como fica facil depois da primeira frase!

Abraços

Lucas Gentilini

Video de uma Criança de 2 anos ouvindo a voz da mãe pela primeira vez. O garoto, que é surdo, recebe um aparelho auditivo e reage aos sons que ouve naquele momento. Este video é muito interessante para pensarmos sobre o aprendizado em todas as dimensões, nesse caso, a sonora. A vibração do menino é de pura descoberta!

O Senso comum e a Inventoriação de Valores
Já venho devendo um post a este webfólio faz um tempo.Desde que começaram as aulas tanto de pedagogia quanto de psicologia, pensar tem se mostrado uma tarefa muito mais complexa do que parece.Aliás, pensar não, pensar é fácil. Agora, refletir, REpensar, criticar, esses sim são exercicios que ajudam a entender meu eu e as coisas ao meu redor.
Temos discutido coisas em comum nas duas aulas, mas de pontos de vista diferentes. Discutimos (e até encenamos, rs) sobre o senso comum nas escolase descobrimos o que literalmente é inventariar valores, segundo o processo de filosofar do Luckesi.Nós alunos, escolhemos alguma situação marcante em nossa vida academica, para que pudessemos apontar quais valores estavam embutidos naquele momento.E claro, questionamos com afinco cada valor que foi dito, para que não houvessem duvidas sobre a identidade da história relatada.O processo de inventoriação de valores é como uma luz que clareia a sombra do senso comum. Quando voce raciocina sobre um acontecimento, por mais simples que seja,consegue achar valores, tanto positivos quanto negativos, que enriquecem e muito o fato. E este se torna extremamente complexo. A reflexão do fato ajuda a fazer enxergarque existe importancia para cada ação que fazemos. Refletir sobre isso, é como olhar um mapa que mostra de onde viemos e o que fizemos na vida.
O senso comum é uma estrada escura, superpopulada, e bem estreita. Pra sair dela, basta que se faça uma pergunta: “Por quê?”.Durante a vida, crescemos no meio de uma cultura engessada, que já não é a nossa, e sim de nossos pais. Ou talvez nem deles, pois o senso comum é algo que atravessa geraçoes. São modos de pensar que não são seus, mas voce compra, afinal não pensou sobre isso ainda. Não questionou se é assim mesmo que deve prosseguir.Um exemplo bobo mas valido é: Qual o nome da pessoa que te disse que passar embaixo da escada dá azar?Não dá pra saber, voce simplesmente sabe disso por que vive no meio dessa ideia, e o pior, não passa pra não se dar mal rs.Falar sobre o senso comum me fascina, pois ele está em todas as coisas. E o nosso dever é não estar nele! Isso implica em uma necessidade de constante senso critico sobre cada situação e atitude que estamos tomando.- Estamos fazendo por que achamos certo, ou estamos fazendo por que foi assim que aprendemos?O “Por quê” é uma via iluminada e espaçosa.
No final do primeiro semestre, toda “matéria” passada até agora entra numa trama de idéias indissociavel. No exercicio da reflexão, utilizo conceitos e pensamentos estudados desde a primeira aula, e claro, os conhecimentos adquiridos em outras matérias e na “vida”.
Espero não ter usado figurações demais rs.Abraços,
Lucas Gentilini

O Senso comum e a Inventoriação de Valores

Já venho devendo um post a este webfólio faz um tempo.
Desde que começaram as aulas tanto de pedagogia quanto de psicologia, pensar tem se mostrado uma tarefa muito mais complexa do que parece.
Aliás, pensar não, pensar é fácil. Agora, refletir, REpensar, criticar, esses sim são exercicios que ajudam a entender meu eu e as coisas ao meu redor.

Temos discutido coisas em comum nas duas aulas, mas de pontos de vista diferentes. Discutimos (e até encenamos, rs) sobre o senso comum nas escolas
e descobrimos o que literalmente é inventariar valores, segundo o processo de filosofar do Luckesi.
Nós alunos, escolhemos alguma situação marcante em nossa vida academica, para que pudessemos apontar quais valores estavam embutidos naquele momento.
E claro, questionamos com afinco cada valor que foi dito, para que não houvessem duvidas sobre a identidade da história relatada.
O processo de inventoriação de valores é como uma luz que clareia a sombra do senso comum. Quando voce raciocina sobre um acontecimento, por mais simples que seja,
consegue achar valores, tanto positivos quanto negativos, que enriquecem e muito o fato. E este se torna extremamente complexo. A reflexão do fato ajuda a fazer enxergar
que existe importancia para cada ação que fazemos. Refletir sobre isso, é como olhar um mapa que mostra de onde viemos e o que fizemos na vida.

O senso comum é uma estrada escura, superpopulada, e bem estreita. Pra sair dela, basta que se faça uma pergunta: “Por quê?”.
Durante a vida, crescemos no meio de uma cultura engessada, que já não é a nossa, e sim de nossos pais. Ou talvez nem deles, pois o senso comum
é algo que atravessa geraçoes. São modos de pensar que não são seus, mas voce compra, afinal não pensou sobre isso ainda. Não questionou se
é assim mesmo que deve prosseguir.
Um exemplo bobo mas valido é: Qual o nome da pessoa que te disse que passar embaixo da escada dá azar?
Não dá pra saber, voce simplesmente sabe disso por que vive no meio dessa ideia, e o pior, não passa pra não se dar mal rs.
Falar sobre o senso comum me fascina, pois ele está em todas as coisas. E o nosso dever é não estar nele!
Isso implica em uma necessidade de constante senso critico sobre cada situação e atitude que estamos tomando.
- Estamos fazendo por que achamos certo, ou estamos fazendo por que foi assim que aprendemos?
O “Por quê” é uma via iluminada e espaçosa.

No final do primeiro semestre, toda “matéria” passada até agora entra numa trama de idéias indissociavel. No exercicio da reflexão, utilizo conceitos e pensamentos
estudados desde a primeira aula, e claro, os conhecimentos adquiridos em outras matérias e na “vida”.

Espero não ter usado figurações demais rs.
Abraços,

Lucas Gentilini

A Musicista Evelyn Glennie, surda, nos mostra como ouvir música de uma maneira muito mais profunda do que estamos habituados.
Obs: O Video acima está sem legenda, então é necessário compreender um pouco de inglês. Para assistir com legenda, basta assistir no site de origem:

http://www.ted.com/talks/lang/en/evelyn_glennie_shows_how_to_listen.html

Aula 23/02 - Quebrando Paradigmas.

Começo o primeiro post do Semestre com os 3 preceitos de Hans-Joachim Koellreutter em seu método de ensino:

“Aprendo com o aluno o que ensinar.

1) não há valores absolutos, só relativos;

2) não há coisa errada em arte; o importante é inventar o novo;

3) não acredite em nada que o professor disser, em nada que você ler e em nada que você pensar; pergunte sempre o por quê.”

Preceitos que foram abordados juntamente com a reflexão sobre a Teoria Crítica e a Teoria da Complexidade. Temas que juntos tem a mesma intenção: Fazer pensar.

É claro que em um âmbito acadêmico, mesmo na área das Humanidades, existe a idéia de uma alternativa certa e outra errada. Mas na aula do dia 23/02, pude enxergar que nem tudo é sempre tão certo e nem sempre tão simples.

A Teoria Crítica, que se inicia em 1937 com o filósofo Max Horkheimer, tem como objetivo a auto-crítica e a visualização de ações de dominação social: duvidando das mídias (falada ou escrita) e analisando de uma maneira mais profunda as informações que lhe são apresentadas, levantando sempre o porquê daquilo.

Dito isso, já podemos relacionar a Teoria Crítica com a Teoria da Complexidade, que foca justamente na ideia de que tudo está entrelaçado em sistemas complexos, ou seja, ao buscar o porquê de alguma coisa, devemos entender que ela está ligada a uma série de outras coisas que afetam direta ou indiretamente seu funcionamento. Essa noção foi primeiramente utilizada por pensadores como Anthony Wilden e Edgar Morin em 1970.

É importante então, que nós enquanto futuros professores, saibamos filtrar toda informação que nos é passada e analisar/conhecer da melhor maneira possível cada aluno - visto que a demanda é grande. Assim com certeza vamos ser melhores profissionais e mais importante, melhores cidadãos.